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EDUCANDO COM DOM BOSCO (parte 10)

Nos nossos dias levar filho ou filha ao psicólogo parece que virou moda. Os pais se sentem mais seguros, na escola os professores recomendam, os vizinhos “orientam” sobre a necessidade... e assim por diante. Às vezes fico a pensar como nossos pais e avós puderam sobreviver sem a “psicologia”. Devem ser verdadeiros heróis!

Vejam bem, não quero dizer que tais profissionais não sejam bons e não possam em algumas situações até serem necessários. Na verdade quero chamar a atenção para o fato de que talvez estejamos substituindo valores espirituais e suportes que a religião e a fé nos ofereciam antigamente, por um excessivo uso dos consultórios de psicologia.

10- REZE COM SEU FILHO...

- No principio pode  parecer “careta”. Mas a religião precisa ser alimentada.
- Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo.
- Dom Bosco aprendeu  que a confissão, a comunhão e a devoção a Nossa Senhora são valores certos e profundos.
- Quem se confessa e comunga com freqüência pensará muito antes de fazer qualquer coisa errada. (Texto de Hélio Faria)
- “QUANDO SE TRATA DE EDUCAÇÃO NÃO SE PODE DEIXAR DE LADO A RELIGIÃO” (D. Bosco).

Para Dom Bosco a educação se sustenta em um tripé: o amor, a razão e a religião. Nas reflexões anteriores falamos sobre o afeto e sobre a necessidade da razão (explicar, ensinar, orientar...) no processo educativo das crianças e dos jovens. A terceira perna do tripé é a espiritualidade. Não somos apenas matéria (carne, corpo) e inteligência. Temos também uma alma que necessita de cuidados.

A religião nos ajuda a interiorizarmos valores como paciência, tolerância, respeito à dignidade própria e do outro. Quem abre espaço para Deus na própria vida consegue viver em maior harmonia consigo, com o próximo, com a natureza.

Precisamos ajudar os jovens a experimentar a força da oração e da fé como uma importante motivação para manter viva a esperança mesmo nos momentos mais difíceis e também como um meio de obter paz e equilíbrio interior.

A experiência da fé e a relação com Deus, que encontramos de modo muito especial por meio da oração, nos ajudam também a superar o grave problema do “ter” que prevalece sobre o “ser”. O espiritual nos ajuda a dar menor importância às coisas materiais. Só assim podemos perceber que o nosso valor vem da nossa dignidade enquanto filhos de Deus e não da roupa que usamos ou dos bens que possuímos. É preciso que a preocupação do jovem em “ser” bom fale mais forte do que a preocupação e “ter” muitas coisas.

Caro leitor ou leitora, espero tê-lo de alguma forma ajudado com estas breves reflexões a partir dos ensinamentos de D. Bosco. Espero, sobretudo, tê-los ajudado a descobrir o quanto são valiosas nossas crianças e nossos jovens. Temos que amá-los e cuidar deles com o carinho que precisam e a firmeza que necessitam.

Um abraço amigo do Padre Agnaldo S. Lima (SDB).

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